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terça-feira, 10 de julho de 2018
quarta-feira, 4 de julho de 2018
Quando alguém que gostas muito vai para um convento
A minha querida Dina... lembro-me de termos trocado e-mails de "despedida" talvez há uns 3 anos atrás. Lembro-me dela estar muito certa de que seria o convento a sua vocação e chamado. Tentei demove-la, tentei dizer que poderia servir a Deus cá fora no mundo e há tanto para fazer mas com 20 e poucos anos foi para um convento de clausura.
Sempre que pergunto por ela à sua irmã nunca me respondeu mas sei que tem havido muito sofrimento por parte da família, é normal.
Gostava de saber noticias. Passo muito tempo a pensar nela, às vezes durante a noite, ou em determinadas situações do dia. Preocupa-me.
Estará feliz?
Estará segura da decisão que tomou?
Porque é que sinto o meu coração tão inquieto??
Porque é que não posso saber dela?
Porque é que tudo me parece pior do que uma prisão?
Porque é que esse convento tem um muro tão alto e arame farpado? será que é para ninguém entrar ou para não deixar ninguém sair?
Pouco sei deste tipo de instituições e não quero fazer julgamentos do que não conheço, sei que todos vão dizer que foi uma escolha pessoal e foi.
Eu só preciso de saber se ela está bem para sossegar o meu coração até lá todas estas perguntas batem no meu pensamento.
Sempre que pergunto por ela à sua irmã nunca me respondeu mas sei que tem havido muito sofrimento por parte da família, é normal.
Gostava de saber noticias. Passo muito tempo a pensar nela, às vezes durante a noite, ou em determinadas situações do dia. Preocupa-me.
Estará feliz?
Estará segura da decisão que tomou?
Porque é que sinto o meu coração tão inquieto??
Porque é que não posso saber dela?
Porque é que tudo me parece pior do que uma prisão?
Porque é que esse convento tem um muro tão alto e arame farpado? será que é para ninguém entrar ou para não deixar ninguém sair?
Pouco sei deste tipo de instituições e não quero fazer julgamentos do que não conheço, sei que todos vão dizer que foi uma escolha pessoal e foi.
Eu só preciso de saber se ela está bem para sossegar o meu coração até lá todas estas perguntas batem no meu pensamento.
terça-feira, 12 de junho de 2018
ABRANDAR a vida
Sinto-me mal quando estou constantemente a dizer aos meus filhos despachem-se. Sinto-me mal quando me sinto a correr para todo o lado e vejo os dias a passar com pouco conteúdo qualitativo. É como se nos colocássemos em modo piloto automático. Hoje já não há tempo para escutar, observar, cheirar e tantas vezes abraçar. O ritmo é avassalador, as exigências aumentam e queremos fazer tudo, estar em todo o lado. Sermos os melhores.Vejo que se dão bons passos no caminho de uma vida mais saudável ao nível da importância da alimentação e do exercício físico mas ainda não sabemos gerir o tempo e as emoções. Quase que somos obrigados a ter com os outros relacionamentos tipo fast food... rápidos e pouco profundos. É por isso que noto um grande desligamento das pessoas umas com as outras e muitas vezes sinto que às vezes também eu própria me desligo, me perco do foco, distraio-me na correria dos dias.... e sinto por vezes a vida a correr depressa demais.O que fazer? como agir? o que mudar? Há algum tempo que ando à procura destas respostas, daquelas que mais se adequam à minha realidade familiar e interior. . Neste caminho, onde ainda há tanto para descobrir percebo que há coisas que temos de ir buscar ao antigamente e tornar mais simples. Simplificar, reduzir, relativizar, não dar importância a coisas que não valem o nosso esforço. Simplificar o dia-a-dia e as emoções de dentro para fora. Hoje temos tantos luxos e cada dia somos incentivados para ter mais e mais e mais. Termos coisas que nem precisamos, que não nos trarão alegria. Reduzir tralha física e emocional, lixo que nos pesa a mente e a casa.. Dizer que NÃO, saber dizer que não é muito importante para a nossa sanidade mental. Perceber quais as prioridades e como devemos investir o nosso tempo. Não querer estar em todo o lado mas os sítios onde estamos, estarmos de coração.. Aprender que descansar é tão ou mais importante que fazer alguma coisa. Descansar o corpo, a cabeça, descansar as emoções, respirar, absorver a natureza no seu esplendor... saber estar só para simplesmente estar... para nos sentirmos, para olhar o outro e conviver cara-a-cara, desfrutar da companhia sem telefones, sem distracções fúteis que nos tiram boas oportunidades para o tal tempo de qualidade, para o tempo do nosso corpo parar. Se não o fizermos corremos o risco dele um dia nos forçar a parar com falta de saúde. (tenho tanta dificuldade neste ponto... descansar, há sempre coisas para fazer e pensar).. Queremos ser super-mulheres, mães perfeitas, ter a casa impecável, o trabalho e o casamento também. Dar-nos o direito de não termos obrigatoriamente de ser bons a tudo, sempre, em todo o lugar. Essa busca da perfeição muitas vezes torna-se barreira e impede-nos de viver melhor connosco e com os outros.Bom quando conseguir melhorar pelo menos nestes 4 pontos provavelmente conseguirei abrandar a vida! Que venham as férias e o bom tempo que certamente darão um empurrão. _________E vocês o que acham deste tema? sentem esta correria ou conseguem viver com mais calma? Que estratégias usam para aproveitar melhor a vida? Partilhem!!
segunda-feira, 11 de junho de 2018
Ser rede, ter rede
Se você é mãe ou vai ser, preste atenção ao que eu vou dizer: tenha uma rede de apoio. Mas calma. Esse item não está nas listas de enxoval e nem pode ser encontrada na Alô Bebê. Ele também não aparece num passe de mágica depois que o bebê nasce. Esse item é você quem faz. Com mãos, coração, entrega, confiança. Rede de apoio se tece, é preciso construir, nutrir, cuidar para ser cuidada.
Às vezes, a rede de apoio é pequena, feita de por uma pessoa só. Um marido, uma amiga, uma avó, uma vizinha. É alguém que está presente em pequenos ou grandes detalhes. Lava uma louça, deixa um bolo na portaria, passa um café quentinho.
Às vezes a rede de apoio é virtual e mesmo não conseguido olhar o bebê enquanto você faz cocô sossegada, você pode desabafar e perceber que não está tão só assim. É confortante encontrar voz para suas angústias, mesmo que do outro lado da tela.
Às vezes a rede de apoio é forte, presente, composta de várias mulheres diferentes, com histórias diferentes, maternagens diferentes, mas que em algum ponto vocês são tão parecidas e isso é tão lindo.
A rede de apoio não tem manual sobre como deve agir, quantos integrantes deve ter ou por quanto tempo deve durar. A única coisa certa sobre esse item fundamental da maternidade é que ele precisa ser feito de amor e dedicação. Você é rede de apoio quando você dedica um pouco do seu tempo, do seu colo, do seu olhar ou seus ouvidos para uma outra mãe, sem esperar nada em troca. É bonito, forte e transformador ser mãe ao lado de outras mulheres. Seja rede, tenha rede.
Lua Fonseca
sexta-feira, 8 de junho de 2018
Das fases menos boas...
Como alguns já devem ter reparado ando numa fase menos boa, gostava de ter tempo para visitar os vossos blogs e especialmente de escrever até porque isso ajuda muito, é uma espécie de psicoterapia para o meu interior.
Tem sido umas atrás das outras e não tive tempo de me recompor. Talvez com as férias que só serão lá para Julho a coisa se equilibre.
Tento ver o lado bom das coisas, e sou bastante grata a Deus por tudo o que tenho. No entanto nesta fase fui um pouco abaixo psicologicamente. Ao cansaço das noites sem dormir que me arruina o meu sistema nervoso seguiu-se a questão do DIU que não correu da melhor forma. Depois de dois meses a forçar a adaptação com imensos sintomas e uma crise forte do síndrome vertiginoso com tonturas que já não tinha há anos, seguiu-se a parte 2. Resumidamente quando o fui retirar já estava quase a sair, o corpo já estava a expulsa-lo naturalmente. entretanto a médica viu lá uma mancha que poderia ser um saquinho embrionário, e passado uns dias tive uma hemorragia grande e de facto era.... (lidar com isto pela 3ª vez ainda que de forma diferente).
Depois seguiu-se o Russinho ficou com febre, fiquei em casa e no dia seguinte a Princesa M doente com uma gastroenterite viral que me obrigou a ficar em casa com eles. No fim-de-semana seguinte eu tinha apanhado o vírus e bateu bastante forte com diarreia e 4 dias sem me aguentar de pé com dores imensas no corpo (músculos, ossos, tudo me doía, nem me quero lembrar) e sem forças. O corpo como já estava fragilizado foi pior. Felizmente 6f dia 1 já fui trabalhar mas tenho pouco tempo para o que quer que seja pois além do meu trabalho tenho um rapaz aprender comigo e tenho também de ir conferindo as poucas coisas que ele vai fazendo.
Pronto e é isto.. parece rápido e simples mas o meu sistema nervoso anda a bater no vermelho com muita facilidade principalmente com a minha menina que anda numa fase desafiadora no alto dos seus quase 8 anos e também com muitos testes e exigência escolar.
Pronto agora que já desabafei só desejo que este Junho seja mais leve e doce!
e se não for pedir muito... apanhar sol e um mergulho no mar.. já seria um luxo!
E vocês como estão? que lutas têm tido?
Tenho saudades vossas!
Tem sido umas atrás das outras e não tive tempo de me recompor. Talvez com as férias que só serão lá para Julho a coisa se equilibre.
Tento ver o lado bom das coisas, e sou bastante grata a Deus por tudo o que tenho. No entanto nesta fase fui um pouco abaixo psicologicamente. Ao cansaço das noites sem dormir que me arruina o meu sistema nervoso seguiu-se a questão do DIU que não correu da melhor forma. Depois de dois meses a forçar a adaptação com imensos sintomas e uma crise forte do síndrome vertiginoso com tonturas que já não tinha há anos, seguiu-se a parte 2. Resumidamente quando o fui retirar já estava quase a sair, o corpo já estava a expulsa-lo naturalmente. entretanto a médica viu lá uma mancha que poderia ser um saquinho embrionário, e passado uns dias tive uma hemorragia grande e de facto era.... (lidar com isto pela 3ª vez ainda que de forma diferente).
Depois seguiu-se o Russinho ficou com febre, fiquei em casa e no dia seguinte a Princesa M doente com uma gastroenterite viral que me obrigou a ficar em casa com eles. No fim-de-semana seguinte eu tinha apanhado o vírus e bateu bastante forte com diarreia e 4 dias sem me aguentar de pé com dores imensas no corpo (músculos, ossos, tudo me doía, nem me quero lembrar) e sem forças. O corpo como já estava fragilizado foi pior. Felizmente 6f dia 1 já fui trabalhar mas tenho pouco tempo para o que quer que seja pois além do meu trabalho tenho um rapaz aprender comigo e tenho também de ir conferindo as poucas coisas que ele vai fazendo.
Pronto e é isto.. parece rápido e simples mas o meu sistema nervoso anda a bater no vermelho com muita facilidade principalmente com a minha menina que anda numa fase desafiadora no alto dos seus quase 8 anos e também com muitos testes e exigência escolar.
Pronto agora que já desabafei só desejo que este Junho seja mais leve e doce!
e se não for pedir muito... apanhar sol e um mergulho no mar.. já seria um luxo!
E vocês como estão? que lutas têm tido?
Tenho saudades vossas!
segunda-feira, 23 de abril de 2018
Que nunca nos falte a fé!
"A fé é a evidência do que não se vê, mas é também a desconfiança que faz tremer a terra que nos segura os pés. Nunca foi nem será uma apólice contra todas as dúvidas, desgostos e sofrimentos. Com fé, e por breves momentos, podemos sentir como que uma brisa na face e aprender que existem forças que não se vêem. Afinal, o vento, tal como o amor, não se conhece senão pelo que faz. Nunca ninguém o viu mas também nunca ninguém o pôs em causa". * | José Luís Nunes Martins |


sexta-feira, 13 de abril de 2018
Abrandar a vida 1
Significado de Abrandar
verbo transitivo direto e pronominalTornar brando; fazer com que fique macio, mole; amaciar: abrandar uma superfície; com o calor, o plástico se abrandou.Suavizar ou deixar menos intenso; aplacar: abrandar as críticas.[Figurado] Tornar-se terno, amoroso; enternecer: abrandar os corações.verbo intransitivoFazer com que fique sereno; serenar, amainar, abonançar: o mar abrandou.Etimologia (origem da palavra abrandar). A + brando + ar.
quarta-feira, 11 de abril de 2018
Cada pessoa é um mundo!
Cada pessoa é um mundo. Um mundo de sentimentos, experiências, qualidades, defeitos, dons e predisposições únicas.
Cada pessoa é um mundo singular cheia de virgulas, asteriscos, pontos de interrogação e reticências. Somos feitos de pó e por isso fracos mas também somos feito de fibra, elástico e por vezes ferro mas nem sempre conseguimos ser maleaveis às diversas situações da vida.
Cada pessoa é um mundo e a forma como lida com o seu mundo define a forma como trata os outros e como se vê a si mesmo.
Ninguém é totalmente bom nem totalmente mau. Cada pessoa é um mundo e tem o seu mundo interior cheio de vivências, frustrações, medos, decepções e faltas. Mas esse mundo interior também está repleto de sonhos, esperanças e uma panóplia de possibilidades que esperam o nosso fósforo.
Cada pessoa é um mundo e por desconhecimento e ignorância não podemos julgar o outro como tantas vezes fazemos, porque estando de fora desse mundo só conhecemos a aparência e quantas vezes a aparência nos engana.
Cada pessoa é um mundo mas temos em primeiro lugar gerir o nosso mundo interior para depois conseguir acolher o outro como sendo um mundo diferente do nosso e aprender o significado da palavra Amar!
segunda-feira, 9 de abril de 2018
sábado, 7 de abril de 2018
36 ♥ Grata!
Passei só para vos deixar um beijinho no meu dia especial e dizer que gosto muito de estar por aqui e da vossa companhia, apesar de andar mais ausente!
terça-feira, 3 de abril de 2018
Amar os outros
Gostamos tanto de ser estimados e amados mas esquecemos muitas vezes de amar o outro.
Olhar nos olhos, perguntar se está bem, escutar o outro, ter o coração disponível para nos colocarmos no seu lugar, nem que seja por um minuto.
Gostamos tanto de ser amados, que se preocupem connosco, que nos compreendam, que nos ajudem em tempos menos bons, mas esquecemos muitas vezes de fazer o mesmo aos outros... de amar nas pequenas coisas do dia-a-dia.
Que possamos abrir os olhos do nosso coração para o amor por nós mesmos sim.. mas também pelos que nos rodeiam! Faz aos outros aquilo que gostas que façam por ti!
Olhar nos olhos, perguntar se está bem, escutar o outro, ter o coração disponível para nos colocarmos no seu lugar, nem que seja por um minuto.
Gostamos tanto de ser amados, que se preocupem connosco, que nos compreendam, que nos ajudem em tempos menos bons, mas esquecemos muitas vezes de fazer o mesmo aos outros... de amar nas pequenas coisas do dia-a-dia.
Que possamos abrir os olhos do nosso coração para o amor por nós mesmos sim.. mas também pelos que nos rodeiam! Faz aos outros aquilo que gostas que façam por ti!
___________________________________________________________
ps.
Ando num ritmo alucinante de trabalho... vou agora tirar 3 dias para estar em família e ter tempo-qualidade com os filhotes!
bjos doces
quarta-feira, 28 de março de 2018
Criar filhos!
Que possamos interiorizar isto e dar o nosso melhor!
Ps
Passei para vos deixar este pensamento e um beijinho grande... sem tempo para nada, com muito trabalho e focada na recuperação do Russinho e na princesa M que está de férias.
Tenho alguns assuntos que gostava de escrever mas sem tempo e disponibilidade mental para os desenvolver.
Se for o caso tenham umas boas férias e que possam pensar sobre o verdadeiro significado da Páscoa!
bjos doces
quarta-feira, 7 de março de 2018
Se caíres 7 vezes, levanta-te 8
Vamos a baixo. Choramos, gritamos, esperneamos, nos revoltamos, questinamos tudo e todos... a nós mesmo, baixamos a cabeça, deixamos nos dominar pelos medos, fragilidades, coisas menos boas que trazemos, traumas e por todas as faltas que temos. Descarregamos em quem mais gostamos. Batemos no fundo. Por vezes sentimos uma solidão muito nossa.
Mas... depois temos de ter a capacidade constante de levantar a cabeça, respirar fundo, olhar em frente, continuar o caminho, questionar o que poderá se fazer melhor, olhar para cima... pedir forças, agradecer o bom! Levantar, e mesmo tendo os joelhos esfolados, percorrer o nosso caminho, procurar crescer, ajudar os que estão à nossa volta, transmitir-lhes o melhor a eles e a nós mesmos... vamos conseguir! Reinventar, recomeçar, persistir e nunca desistir. Permanecer fiel ao que somos, àqueles que amamos. Dar o melhor.... ainda que ontem tenhamos estado mal porque viver é tudo isto, é lutar e vencer com tudo o que podemos, com tudo o que somos, de bom e de mau!
Enchermos o coração de força para viver pois a vida passa num sopro.
sexta-feira, 2 de março de 2018
Sobre a amizade verdadeira...
Quando penso em amizade verdadeira, numa perspectiva romântica penso como seria bom ter uma melhor amiga, daquelas sempre perto e presentes todos os dias, conheço alguns casos de e acho isso muito bonito e especial! No entanto, quando penso em amizade verdadeira... na prática penso em todos aqueles que já fizeram parte da minha vida e tiveram um papel importante numa determinada fase. Pessoas que partilhei crescimento... alegrias, lágrimas, gostos, medos e que farão parte da minha história ainda que a vida nos tenha levado para caminhos distantes.
Quando penso em amizade também me lembro das desilusões, das expectativas demasiado altas, "do dar tudo" para quem não está nem ai.. e depois penso que também isso faz parte da vida e da nossa humanidade!
Quando penso em amizade verdadeira penso numa amiga tão maravilhosa que o fato de nunca termos estado cara a cara e de estarmos a 300 km de distância nunca foi impedimento para estarmos pertinho, para ela conhecer muito mais de mim que outros que estão todos os dias e ter sempre nela uma palavra de animo, um abraço-casa de todos os dias! Suri sabes o que sinto... que a amizade também tem admiração, um orgulho pelo o outro e tudo isso misturado com amor e gratidão!
Quando penso em amizade lembro tantas vezes com lágrimas daquele "mais que amigo" que se preocupava em me ajudar e apoiar sempre, mesmo deixando a si mesmo ou a sua família para último, ajudar tantos por amor a Deus e aos outros (o pastor da minha antiga igreja)... Ele olhava-me nos olhos, preocupava-se genuinamente e eu sentia o seu amor. Quando no outro dia falava dele à minha princesa M. para lhe perguntar se ela se lembrava do Paulo, ela disse: "ó mãe se ele era assim então era muito parecido com Jesus", suspirei fundo e sorri acenando com a cabeça e com o coração! Partiu cedo demais e foi a perda que mais me custou até hoje porque fica a saudade, o exemplo, a amizade e o buraco da sua ausência que ninguém pode preencher.
Quando penso em amizade verdadeira penso no meu marido e no privilégio de nos termos um ao outro, apesar de não ser tudo um mar de rosas, sinto a sua amizade e que me defenderá sempre! Acho que Amor sem Amizade nunca resultará!
Quando penso em amizade pura penso em Deus, que tanto tem feito na minha vida com o seu amor, com os seus planos, transformando revolta, dor e tristeza em amor, gratidão, fé e esperança! Ele mudou a minha forma de ver os outros, a mim mesmo e a importância de ser fiel aos seus valores. Deus é a força do meu coração e inspira a minha vida para procurar ser melhor, fazer melhor e amar melhor!
Tudo isto é amizade verdadeira e só posso estar grata!
Tudo isto é amizade verdadeira e só posso estar grata!
__________________________________
Ps.Obrigado a todos os que participaram no desafio de Fevereiro sobre o tema da amizade... houve um empate: Suri e nat. por isso peço à nat. para me enviar a morada para o mail para mandar o miminho!
Suri as contas contigo são outras... a continuar assim levas-me à falência ;)
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018
Da facilidade com que se julga
Os julgamentos... sempre os julgamentos.
Julga-se pela aparência.
Julga-se pelo que não se sabe.
Julga-se sem perguntar.
Julga-se porque sim.
Julga-se porque o outro "é bom demais".
Julga-se porque "é mau", pior que nós.
Julga-se por ignorância.
Julga-se por cusquice.
Julga-se porque esse exercício nos faz sentir superiores ao outro.
Julga-se porque a vida do outro em nós é sempre tão mais fácil...
Obrigado a todos pela participação e preparem-se em breve lançarei o tema de Fevereiro!! =)
Julga-se pelo que não se sabe.
Julga-se sem perguntar.
Julga-se porque sim.
Julga-se porque o outro "é bom demais".
Julga-se porque "é mau", pior que nós.
Julga-se por ignorância.
Julga-se por cusquice.
Julga-se porque esse exercício nos faz sentir superiores ao outro.
Julga-se porque a vida do outro em nós é sempre tão mais fácil...

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ps as vencedoras do Temas da vida de Janeiro foram a Suri e a Simple Mads, Parabéns! (contabilizei os comentários de cada texto só retirei os dos próprios autores). Enviem morada para enviar o miminho! Obrigado a todos pela participação e preparem-se em breve lançarei o tema de Fevereiro!! =)
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
Detalhes do fim-de-semana!
Tentar abrandar... deixar para mais tarde a casa desalinhada! Buscar paciência e leveza nos dias.
Aproveitar um pouco do sol, brincar e snifar os filhos... abraçar demoradamente. Absorver cada olhar, cada sorriso, cada vez que chamam MAMÃ! Decorar cada pormenor deles como irmãos... estão a crescer!
Guardar todos esses detalhes dentro do coração como um privilégio, como se fosse a ultima vez.
Boa semana gente da casa! =)
quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
Memórias da minha Infância
A carta que a minha mãe nunca irá ler
Fecho os olhos.
respiro fundo... os pensamentos e sentimentos atropelam-se. Quero dizer tudo, não quero dizer nada... para não magoar a ti nem a mim, não quero ser injusta.
Falar sobre tudo mexe com as minhas entranhas. Tu sabes que éramos uma equipa, era tua amiga, companheira, ajudante, ama dos meus irmãos, tentei cumprir a promessa de te ajudar... mas esqueces-te sempre que também eu era uma criança.
Vivemos muitas coisas difíceis, separação do meu pai e irmão mais velho, mudanças constantes de casas e escolas, as coisas que vivemos com o 2 º homem que escolheste, o horror das noites a fugir do "monstro" do álcool, as cenas de violência... sempre quis proteger-te, ajudar-te, fazia tudo por ti e pelos meus irmãos, sei que não tinhas mais ninguém com quem contar mas também eu era uma criança.
Era alegre e divertida, mas houve muitos dias que tive medo... nunca o demonstrei porque a tua vida sempre foi muito difícil e eu compreendia isso, percebi desde cedo que precisavas de mim e eu lá estava. Só queria ser ajuda e não mais um problema para ti, dentro de todo o caos de vida familiar e interior que vivias.
Mas sabes o que mais custa cá dentro? são todas as vezes que não passaste a tua mão pelo meu cabelo, todas as vezes que não me aconchegas-te os cobertores, todas aquelas que não viste as minhas lágrimas, são todas as vezes que não perguntas-te "como correu o teu dia?!", são todos os abraços que nunca me deste, todos os beijinhos que não tive, todos os "gosto de ti", "adoro-te" ou "amo-te" que nunca te ouvi dizer. Todos os incentivos e apoio que nunca recebi: "boa", "obrigado", "és uma boa filha" ou "tenho orgulho em ti", nada disso. Pelo contrário, sempre exigiste muito de mim porque sempre te dei o máximo, tudo o que podia mas sempre te esqueceste que também eu era uma criança.
Tomava conta dos irmãos sozinha lembras-te?! tão pequenina e ficava com os dois enquanto davas aulas à noite e sabes era muito divertido e leve, tudo correu bem... Deus nos protegeu! Tive sempre uma grande maturidade, o que nem sempre é bom, acho que faltou viver mais meninice. Mas aquela tareia que me deste com o pau da vassoura marcou... as palmadas com o chinelo de madeira um pouco menos, mas todas as vezes que não me vias como filha marcaram ainda mais que todas as tareias físicas possíveis. Tento arranjar algumas explicações para a tua distância mas às vezes nenhuma delas encaixa cá dentro.
Fui a segunda mãe dos meus irmãos mais novos (e muitas vezes a primeira) e aquela com quem podias contar para tudo, confesso que sinto um certo orgulho disso.
A certa altura gostava muito de ficar na casa de amigos e colegas o tempo que pudesse só para conhecer e sentir o cheiro a família, só para ver como é o amor de outras mães... e esse confronto doeu, porque não sabia como era uma relação "normal", só conhecia a minha realidade. E a partir daí tive que gerir cá dentro muita coisa, ainda tenho...
Não te quero julgar... herdei de ti a fibra de lutar, de ser corajosa e desenrascada que tem servido de muito para a minha vida. O sentimento constante de gostar de ajudar também de alguma forma me caracteriza por aquilo que vivemos juntas.
Nem tudo foi mau.
Não te quero julgar... percebo que não conseguiste fazer melhor, tiveste uma vida dura, perdeste o teu pai com 13 anos, perdeste o teu chão, o teu norte, escolheste mal os pais dos teus filhos, tudo te faltou mas ainda assim tens sempre um sorriso na cara para dar aos outros e isso também herdei de ti! Nem tudo foi mau, mas por mais que me custe dizer não soubeste cumprir o papel de mãe para comigo, ainda hoje não consegues. Bem cá no fundo espero que chegue esse momento, que tenhas algo de mãe para mim... um dia.
Estas cicatrizes doem muito cá dentro... uns dias mais, outros menos. Agradeço a Deus o trabalho que tem feito no meu coração (e ainda preciso que continue a fazer): para minimizar estragos emocionais, para perdoar, para ajudar, para compreender, para amar, para ver o lado bom, para fazer melhor com os meus filhos. Vou errar como mãe... oh se vou... tenho muitas falhas sim, mas aquilo que me faltou isso não lhes faltará: colo e amor de Mãe!
Fecho os olhos, respiro fundo e procuro encontrar tudo de positivo que trouxe em mim toda a vivência na infância. Deu-me arcaboiço para enfrentar as dificuldades da vida com outra perspectiva. Sim, mas o mais difícil de suportar será sempre todos os abraços que nunca me deste, todos os beijinhos que não tive, todos os "gosto de ti", "adoro-te" ou "amo-te" que nunca te ouvi dizer...
22/01/18
Fecho os olhos.
respiro fundo... os pensamentos e sentimentos atropelam-se. Quero dizer tudo, não quero dizer nada... para não magoar a ti nem a mim, não quero ser injusta.
Falar sobre tudo mexe com as minhas entranhas. Tu sabes que éramos uma equipa, era tua amiga, companheira, ajudante, ama dos meus irmãos, tentei cumprir a promessa de te ajudar... mas esqueces-te sempre que também eu era uma criança.
Vivemos muitas coisas difíceis, separação do meu pai e irmão mais velho, mudanças constantes de casas e escolas, as coisas que vivemos com o 2 º homem que escolheste, o horror das noites a fugir do "monstro" do álcool, as cenas de violência... sempre quis proteger-te, ajudar-te, fazia tudo por ti e pelos meus irmãos, sei que não tinhas mais ninguém com quem contar mas também eu era uma criança.
Era alegre e divertida, mas houve muitos dias que tive medo... nunca o demonstrei porque a tua vida sempre foi muito difícil e eu compreendia isso, percebi desde cedo que precisavas de mim e eu lá estava. Só queria ser ajuda e não mais um problema para ti, dentro de todo o caos de vida familiar e interior que vivias.
Mas sabes o que mais custa cá dentro? são todas as vezes que não passaste a tua mão pelo meu cabelo, todas as vezes que não me aconchegas-te os cobertores, todas aquelas que não viste as minhas lágrimas, são todas as vezes que não perguntas-te "como correu o teu dia?!", são todos os abraços que nunca me deste, todos os beijinhos que não tive, todos os "gosto de ti", "adoro-te" ou "amo-te" que nunca te ouvi dizer. Todos os incentivos e apoio que nunca recebi: "boa", "obrigado", "és uma boa filha" ou "tenho orgulho em ti", nada disso. Pelo contrário, sempre exigiste muito de mim porque sempre te dei o máximo, tudo o que podia mas sempre te esqueceste que também eu era uma criança.
Tomava conta dos irmãos sozinha lembras-te?! tão pequenina e ficava com os dois enquanto davas aulas à noite e sabes era muito divertido e leve, tudo correu bem... Deus nos protegeu! Tive sempre uma grande maturidade, o que nem sempre é bom, acho que faltou viver mais meninice. Mas aquela tareia que me deste com o pau da vassoura marcou... as palmadas com o chinelo de madeira um pouco menos, mas todas as vezes que não me vias como filha marcaram ainda mais que todas as tareias físicas possíveis. Tento arranjar algumas explicações para a tua distância mas às vezes nenhuma delas encaixa cá dentro.
Fui a segunda mãe dos meus irmãos mais novos (e muitas vezes a primeira) e aquela com quem podias contar para tudo, confesso que sinto um certo orgulho disso.
A certa altura gostava muito de ficar na casa de amigos e colegas o tempo que pudesse só para conhecer e sentir o cheiro a família, só para ver como é o amor de outras mães... e esse confronto doeu, porque não sabia como era uma relação "normal", só conhecia a minha realidade. E a partir daí tive que gerir cá dentro muita coisa, ainda tenho...
Não te quero julgar... herdei de ti a fibra de lutar, de ser corajosa e desenrascada que tem servido de muito para a minha vida. O sentimento constante de gostar de ajudar também de alguma forma me caracteriza por aquilo que vivemos juntas.
Nem tudo foi mau.
Não te quero julgar... percebo que não conseguiste fazer melhor, tiveste uma vida dura, perdeste o teu pai com 13 anos, perdeste o teu chão, o teu norte, escolheste mal os pais dos teus filhos, tudo te faltou mas ainda assim tens sempre um sorriso na cara para dar aos outros e isso também herdei de ti! Nem tudo foi mau, mas por mais que me custe dizer não soubeste cumprir o papel de mãe para comigo, ainda hoje não consegues. Bem cá no fundo espero que chegue esse momento, que tenhas algo de mãe para mim... um dia.
Estas cicatrizes doem muito cá dentro... uns dias mais, outros menos. Agradeço a Deus o trabalho que tem feito no meu coração (e ainda preciso que continue a fazer): para minimizar estragos emocionais, para perdoar, para ajudar, para compreender, para amar, para ver o lado bom, para fazer melhor com os meus filhos. Vou errar como mãe... oh se vou... tenho muitas falhas sim, mas aquilo que me faltou isso não lhes faltará: colo e amor de Mãe!
Fecho os olhos, respiro fundo e procuro encontrar tudo de positivo que trouxe em mim toda a vivência na infância. Deu-me arcaboiço para enfrentar as dificuldades da vida com outra perspectiva. Sim, mas o mais difícil de suportar será sempre todos os abraços que nunca me deste, todos os beijinhos que não tive, todos os "gosto de ti", "adoro-te" ou "amo-te" que nunca te ouvi dizer...
22/01/18
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
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